Projeto de estudantes do Colégio FAAT é premiado durante a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia

28 mar

   O Projeto “Jogo educativo para crianças especiais”, desenvolvido pelos estudantes Luana Monique Bettini, Luiz Gustavo Benko Pinho e Maria Gabriela Rodrigues da Silva, com orientação da professora doutora Kelly Pascoalino foi contemplado com o Prêmio Contribuição em Tecnologia Assistiva do Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva – Centro de Tecnologia da Informação – Renato Archer.

   O projeto foi desenvolvido a partir do programa de Iniciação Científica Júnior (IC Jr) do Colégio FAAT. Neste programa os alunos são levados à prática de atividades de pesquisa científica utilizando a plataforma de prototipagem eletrônica Arduino.
   A cerimônia oficial de premiação ocorreu durante o encerramento da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE). A Feira é  considerada o maior evento nacional na área de pesquisa e ocorre por meio de um processo de seleção e exposição dos melhores projetos brasileiros desenvolvidos por alunos do ensino básico (dois últimos anos do ensino fundamental 2, ensino médio e técnico) na área de ciências e engenharia.
   “Jogo educativo para crianças especiais” figurou entre os 341 finalistas de um grupo de mais de 2,2 mil inscritos. A apresentação foi realizada na Universidade de São Paulo (USP) no período de 15 a 17 de março para diversos avaliadores e o público geral. No dia 18 de março (sexta feira) o trabalho foi premiado, durante a cerimônia oficial e encerramento do evento. Este prêmio foi concedido aos projetos de maior destaque em tecnologia assistiva apresentados no evento.
   De acordo com a professora Kelly Pascoalino, a premiação é resultado da qualidade de ensino e da preocupação em desenvolver atividades práticas de pesquisa científica e tecnológica com os estudantes.
   “Este prêmio é muito importante, pois, não representa somente o reconhecimento do nosso projeto, mas, o reconhecimento de uma prática de ensino diferenciada que leva o aluno de ensino básico a desenvolver habilidades importantes e não contempladas no currículo regular”, comemora a professora Kelly.
   Os estudantes que desenvolveram a pesquisa também se mostraram muito realizados com a participação na Feira e, principalmente, com a premiação. “Estar na FEBRACE foi uma grande oportunidade para ampliar meu conhecimento e divulgar meu empenho neste projeto”, destaca a estudante Luana Monique. Para Luiz Gustavo, “ganhar o prêmio foi uma sensação inexplicável nunca sentida antes”.
   Maria Gabriela, aluna que cursou o ensino fundamental em uma instituição que trabalhava com crianças e adolescentes com deficiência mental e que apresentou a ideia principal do projeto a seus colegas, afirma, “foi muito gratificante saber que nosso trabalho deu frutos”.
Sobre o projeto
   Segundo Elizangela Goldoni, coordenadora pedagógica do Colégio FAAT, o projeto “Jogo educativo para crianças especiais” tem sido desenvolvido desde o início de 2015 e, foi proposto pelos alunos a fim de auxiliar o processo de ensino de portadores de deficiência intelectual por meio de um jogo educativo.
   O jogo é semelhante a um jogo da memória e foi projetado com base na utilização da plataforma Arduino (plataforma de prototipagem eletrônica com objetivo de permitir o desenvolvimento de controle de sistemas interativos, de baixo custo e acessível a todos) o que garante sua facilidade de operação eletrônica e versatilidade para a modificação, se necessário. “Essa plataforma permite, de maneira simples e descontraída, que os alunos desenvolvam projetos na área de tecnologia e engenharia estimulando sua criatividade”, comenta Kelly.
   O segundo protótipo já foi aplicado para adolescentes portadores de deficiência intelectual e/ou autismo de uma instituição local. “Como o primeiro, este protótipo se mostrou bastante eficaz quanto ao seu objetivo principal, segundo nossas observações e novo relato fornecido pela coordenadora pedagógica da instituição onde o jogo foi aplicado”, ressalta Elizangela.
   O projeto continua em execução de maneira que a ideia é chegar à confecção de um produto final que possa, de forma eficaz, ser utilizado por profissionais que trabalham na educação de crianças e adolescentes com deficiência intelectual.
Fonte: http://www.faat.com.br/site/noticias01.asp?noticia=2473
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